Dengue

 

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O verão se aproxima e junto a preocupação com a dengue. O período chuvoso da estação aliado ao calor torna o ambiente perfeito para a reprodução do mosquito Aedes Aegypti. Considerado um problema de saúde pública é preciso que governo e população atuem juntos no combate ao mosquito, cada um fazendo a sua parte.

Classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença tropical, a dengue é a patologia que mais rapidamente se espalha pelo mundo e com potencial para se tornar uma epidemia mundial. Por ano são registradas mais de 50 milhões de infecções e 20 mil mortes em decorrência das complicações da doença, que está presente em cerca de 125 países. De acordo com a OMS, as mudanças climáticas e o aumento dos movimentos populacionais entre os países ajudam a explicar o avanço.

De hábito diurno, o mosquito tem a aparência de um pernilongo com listras brancas no corpo e nas patas. Para o médico Gilberto Turcato Júnior, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, mais importante do que identificar o mosquito transmissor é conhecer os riscos para quem contrai a patologia que pode levar à morte. “O mosquito da dengue está bem adaptado às condições domiciliares e peri-domiciliares, essa proximidade com a população aumenta o risco de transmissão da doença”, alerta o médico.

Sintomas e tratamento

box-dengue1_optOs principais sintomas da dengue são febre, dor de cabeça, dores atrás dos olhos, nas juntas e musculares, vômito, diarréia, mal-estar e manchas avermelhadas pelo corpo. Se você ou alguém do seu convívio apresentar tais sintomas procure, com urgência, ajuda médica.

Somente o médico, através de exames, pode dar o diagnóstico da doença e se poderá ser tratada em casa.

Repouso e hidratação são fundamentais e a utilização de medicamentos só deve acontecer com a prescrição médica. “Caso tenha a orientação para ficar em casa, a hidratação e o repouso são essenciais.

Fique atento se aparecem novos sintomas, pois podem indicar uma possível complicação”, alerta. As pesquisas para a criação de uma vacina estão bastante avançadas e Turcato Júnior acredita que em três ou quatro anos seja possível contar com essa importante aliada no combate a doença.

O Aedes Aegypti e o A. albopictus são os principais transmissores no Brasil. Pelo mundo há outros vetores.

Classificações

São quatro os tipos de vírus da dengue: DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4. Ao pegar a doença o paciente fica imune para o tipo contraído. Portanto, se a pessoa voltou a sentir os sintomas o médico deve ser procurado imediatamente, pois as chances de ser dengue hemorrágica são grandes.

Dengue clássica: se manifesta geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos. Raramente apresenta complicações que levam à morte.

Dengue hemorrágica: é a forma mais perigosa da doença. No início os sintomas são os mesmos da dengue clássica. Mas assim que a febre cede, surgem fortes dores abdominais, vômito, sangramento pelo nariz e gengivas, manchas avermelhadas na pele, agitação, confusão mental, boca seca e sede excessiva, dificuldade respiratória e até perda de consciência. O rápido agravamento do quadro clínico coloca o paciente com risco de morte.

Cuidados

Embora os inseticidas sejam considerados importantes na prevenção, é preciso uma ação constante no domicílio e também em áreas externas próximas as casas. A participação da população é essencial. Fique atento ao quintal de seus vizinhos e certifique que não há focos e lembre-se: as ações devem ser executadas por todos. Se souber de algum local que tenha focos do transmissor, acione a prefeitura da sua cidade.

Garrafas, sacolas plásticas e qualquer outro item que acumule água e que estejam abandonados devem ser descartados. É importante lembrar que os ovos do mosquito são resistentes, portanto, além de eliminar a água parada também é preciso lavar os recipientes para que não fique nenhum foco.

Por Ana Maria de Jesus

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