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Entre os anos de 2009 e 2012, o número de cirurgias plásticas no Brasil cresceu 120%, dessa forma, o país ultrapassou os Estados Unidos e ocupa o primeiro lugar no ranking mundial na proporção cirurgia x habitante. Entre as mais procuradas, as estéticas ainda somam grande parte, mas as reparadoras já aparecem nos dados oficiais.

De cada dez cirurgias plásticas, sete são estéticas. De acordo com o médico Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo de Curitiba, as mais procuradas são a lipoaspiração, aquelas que rejuvenescem o rosto e a redução ou implante de silicone nas mamas.

Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a cirurgia estética é uma forma de alcançar a saúde e o bem-estar. “Isso é melhor definido pela Organização Mundial da Saúde, que assume que saúde é o bem-estar social, físico e mental. Então, a procura pela cirurgia estética, embora seja desvalorizada por algumas pessoas, é uma forma de se obter saúde”, diz.

Dentre todos os procedimentos estéticos, o preferido das brasileiras é o implante de silicone nas mamas. De acordo com a SBCP, a colocação de próteses nos seios corresponde a 21% de todas as cirurgias estéticas realizadas no Brasil – o que soma cerca de 110 mil intervenções por ano. Segundo Pacheco, o processo muda a silhueta de qualquer mulher e requer poucas semanas de recuperação. Vale lembrar que antes de entrar na sala de cirurgia, existe um longo caminho a ser percorrido. “Existe um processo preparatório antes da intervenção cirúrgica que inclui uma dieta saudável e rica em fibras para ajudar no processo de recuperação das pacientes”, explica. O cirurgião alerta para a importância na escolha de bons profissionais e não se deixar levar por preços muito baixos no mercado.

Depois de tomadas as decisões, – que devem ser acordadas entre o médico e a paciente – é importante seguir exatamente as orientações do pré-operatório. “Apesar do exame específico ser a mamografia, na maioria dos casos também são pedidos outros exames, como testes de sangue e urina, eletrocardiograma e raio-X de tórax, além de ser alertado para a paciente suspender o uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea e aumentam o risco de trombose, como o anticoncepcional, e, caso seja fumante, que pare de fumar pelos dias que precedem a cirurgia”, orienta.

No pós-operatório, Pacheco alerta que nesse momento pode ocorrer um relaxamento errado nos cuidados. “É sempre bom ressaltar que, após a realização da cirurgia, se deve respeitar os limites do próprio corpo e não dispensar as orientações dadas pelo médico, que ajudam para uma recuperação melhor e sem complicações”, explica. O profissional ressalta que o pós-operatório deve ser enfrentado como mais uma etapa de todo o processo e, por isso, deve ser levado tão a sério quanto o momento da decisão pela cirurgia.

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