Boa da Pan

Irreverência e autenticidade são garantia de sucesso

Foto: Celso Pilati

Foto: Celso Pilati

Sucesso absoluto e líder de audiência no horário, o programa Boa da Pan, com uma programação dinâmica e interativa conquista, e fideliza, cada vez mais ouvintes. Quando Johnny Linhares, Wagner Jovanaci e Zico Lamour se unem a risada é garantida. O trio recebeu a equipe da revista Belleza Total para uma animada conversa; Wagner e Zico estavam produzidos, respectivamente de Wagnáh e Inri. Alguma dúvida de que sobraram gargalhadas?

Produzir um programa com duas horas de duração não é uma tarefa fácil. O segredo para tanto sucesso? Na opinião dos apresentadores o grande diferencial é a naturalidade e a seriedade com que o trabalho é feito. Para eles, fazer rir tem que ser algo natural, sem utilizar a apelação e a falta de respeito com os convidados ou com os ouvintes. “Fazer o simples, sem agressividade e com respeito. Agindo assim, não tem como dar errado. É sucesso garantido”, diz Wagnáh com seu humor ímpar.

Recentemente o programa passou por uma repaginada e, diante de mudanças, alguns quadros foram tirados da programação. Com a nova roupagem a participação dos ouvintes aumentou. A descontração e a dinâmica necessária que exige um programa ao vivo, continuam. A interação com o público é sucesso garantido, embora sempre exista o frio na barriga por parte dos apresentadores, pois o participante entra ao vivo e, como diz a Wagnáh: isso é um perigo.

Esse frio na barriga explica porque o programa demorou mais de dois anos para aprovar a participação do público por telefone. “É raro alguém nos surpreender, mas acontece. Pelo humor aplicado ao programa, o medo que o participante fale uma bobagem e não dar tempo de cortar é grande. Quando soltam uma besteirinha, eu já dou um gritinho e o Johnny aumenta o som”, entrega, como ela mesma se define, a traveca mais amada da Boa da Pan.

Sempre ligados para não perder o tempo de uma piada, o programa fica ainda mais interessante com a participação dos ouvintes, que não acontece somente por telefone, muito utilizam das redes sociais para enviarem recadinhos e perguntas para o trio. “A parte mais legal é essa que podemos interagir com o público porque nos obriga a improvisar de imediato, pois nunca sabemos o que vem do lado de lá”, esclarece.

HUMOR

Atualmente as formas de fazer humor estão sendo questionadas. Algumas vezes os humoristas são acusados de fazer bullying e de não serem politicamente corretos. Zico diz não ter problemas com suas piadas. “Eu brinco com as situações do cotidiano, mas nunca com raça, cor e nem me apego a piadas apelativas. Fazer humor sobre o dia a dia das pessoas é a melhor forma de arrancar gargalhadas, porque elas se identificam com a situação. A aceitação é certa”, conta Zico.

PERSONAGENS

Foto: Celso Pilati

Foto: Celso Pilati

Wagnáh, Inri, Padre Quevedo, Roberto Requião, Rafael Greca, entre outros, são personagens que foram aprovados de imediato pelo público. Wagnáh foi criada em 2005, para o teatro. Em 2009, quando o ator Wagner foi convidado a trazer o personagem para o programa o carinho do público foi impressionante e o bordão ‘tá meu bem’ passou a ser repetido pelos ouvintes. “No teatro ela era completamente diferente. Era mais agressiva, uma traveca do mal, barra pesada. Para o programa eu adaptei e a deixei mais leve, brincalhona, meio glamourosa, meio bobona”, conta. Zico e Johnny, juntos, complementam: “E meio burrona”. E o riso é geral.

O ambiente descontraído entrega que ali realmente funciona uma equipe, sem puxões de tapetes e nem ciúmes. Está claro para eles que o sucesso só acontece pelo comprometimento de todos.

Johnny se diz impressionado com a repercussão de Wagná, pois tanto o sexo masculino como o feminino, tem um carinho especial e acabam se identificando com ela. “As situações que ela cria se parece muito com o cotidiano de muita gente. É do povão”, conclui.

Os personagens Inri, Padre Quevedo e o senador Roberto Requião, interpretados por Zico, também são sucesso absoluto. Sobre o personagem Inri, o humorista diz que não enfrenta nenhum problema com devotos e que o público separa muito bem o humor da religião. “A aceitação é boa e é muito difícil aparecer alguém que critique, pois entendem que a sátira é sobre o Inri e não sobre Cristo. As piadas são sempre feitas em cima de algo que aconteceu e teve grande repercussão. Então não tem problema”, esclarece.

APRESENTAÇÕES

Para assistir aos espetáculos de Zico Lamour, conheça os locais de apresentações: Bar Doce Lar, Dom Getúlio Vargas e Curitiba Comedy Club. São apresentados cerca de 15 personagens, entre eles: Gustavo Fruet, Flávio Arns, Henrique Amorim, Casagrande, Galvão Bueno, Roberto Requião, Álvaro Dias, Rafael Greca e Padre Quevedo.

Wagner está preparando um novo espetáculo que será apresentado no Curitiba Comedy Club, que terá, além de Wagnáh, novos personagens.

Por Ana Maria de Jesus

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