O botox como um aliado nos tratamentos de saúde

botox

Conhecida anteriormente por cuidar da estética, ao amenizar as rugas e marcas de expressão do rosto, a toxina Botulínica tipo A, o famoso Botox, surge com novas funções: dessa vez com o objetivo de melhorar não a aparência, mas sim a saúde e bem-estar do paciente.

No caso da enxaqueca a aplicação do Botox promete relaxar os músculos da cabeça e do pescoço e aliviar a pressão e as fortes dores sentidas pelos pacientes. Doença que acomete mais de 10% da população mundial e é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a 19ª doença no ranking de patologias incapacitantes, a migrânea, como é chamada pelos especialistas, pode ser tratada com a aplicação do Botox em casos específicos. “A toxina botulínica não deve ser utilizada para outros tipos de dores de cabeça que não a migrânea crônica, pois ainda não existem estudos que comprovem sua eficácia e segurança” alerta o Dr. Alexandre Cercal, otorrinolaringologista de Curitiba, e adepto dessa forma de tratamento.

O profissional explica que a toxina, aplicada com uma ampola em várias partes da cabeça e pescoço pode substituir ou reduzir o medicamento preventivo da enxaqueca. Quando se trata de outras doenças, como em pacientes que sofrem com enxaquecas ou que têm ou tiveram doenças neurológicas, acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, trauma medular, paraplegia, entre outros, o Botox também pode ter um papel essencial. “A substância é aplicada no músculo que está atrofiado devido à alguma lesão do sistema nervoso central, e então faz com que a musculatura em questão relaxe”, Cercal explica de forma resumida.

Um dos tratamentos que vêm apresentando melhor resultado é aquele em pessoas que sofreram com um AVC. A toxina botulínica tem sido usada com eficiência para tratar a rigidez muscular que provoca dificuldade no movimento, principalmente nos braços e pernas, que afeta a mobilidade das vítimas que sofreram com esse mal. Após algum derrame, além de fraqueza em algum membro, pode ocorrer uma rigidez involuntária, e é justamente para amenizar esse sintoma que a toxina é utilizada.

Aliado ao processo da toxina botulínica, o paciente pode precisar de fisioterapia, fonoterapia e psicoterapia. “Cada paciente precisa de um tratamento específico voltado para sua recuperação. Para isso, deve ser instituída uma equipe muldisciplinar com um foco comum: devolver ao máximo a qualidade de vida ao paciente”, diz.

Após a aplicação do Botox, o paciente começa a perceber os efeitos da toxina entre 24 e 72h após sua aplicação, mas o pico de melhora é sentido em 15 dias. Os efeitos clínicos duram cerca de quatro meses, e entre eles estão a melhoria da postura, do equilíbrio, do desempenho sexual e da qualidade do sono.

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