Hepatite

A demora do diagnóstico pode levar à morte

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Por Ana Maria de Jesus

Sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e alicates de unha, falta de saneamento básico e transfusão de sangue sem os devidos cuidados. Essas são algumas das formas de se contrair o vírus da hepatite. Presente no mundo todo, as hepatites são doenças  infecciosas que levam à inflamação do fígado e, caso não seja tratada, ou tratada tardiamente, pode levar à morte.

Os tipos que mais preocupam as autoridades sanitárias do Brasil são as hepatites B e C. Estima-se que 2,5% da população brasileira estejam infectadas, a maioria reside nos centros urbanos das regiões sul e sudeste e não sabem que possuem a doença. O número é assustador e preocupante, pois o não tratamento – já que não sabem que possuem o vírus – aumentam as chances de transmissões e, consequentemente, aumenta a endemia.

ão cinco os tipos de hepatites: A, B, C, D e E. A hepatite C é considerada a mais perigosa e 75% dos casos se torna crônica. Na hepatite B, a segunda mais perigosa, esse número é de 10% dos infectados. Infelizmente, ainda não há vacina para hepatite C e o tratamento ocorre através de medicamentosos que, geralmente, apresentam fortes efeitos colaterais. O tipo C é a principal causa de transplantes de fígado em todo o mundo e, de acordo com estimativas oficiais do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, o Brasil sofre atualmente uma endemia da doença.

De acordo com a médica infectologista Marta Fragoso, do hospital Vita, os principais sintomas da patologia são pele amarelada, urina escura, dor abdominal, vômito e fezes brancas. Mas é preciso ficar atento porque nem todas as pessoas apresentam os sintomas – e, se apresentar, pode levar décadas para se manifestarem -, o que faz da doença mais perigosa, pois quando a descoberta da patologia acontece o fígado já pode estar bem comprometido. O diagnóstico acontece somente após a realização de exame sanguíneo.

Portanto, mesmo sem sentir os sintomas, é aconselhável solicitar ao médico para fazer o exame de sangue, que é a única forma de detectar a patologia. Quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, maiores são as chances do paciente levar uma vida com qualidade.

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O tratamento deve começar o mais rápido possível e, por este motivo, o diagnóstico deve acontecer o quanto antes. Jaime Rocha, infectologista do laboratório Frischmann Aisengart, alerta sobre as três opções de vacina. “Há muito tempo o Brasil vivencia uma epidemia de hepatite. A maioria das pessoas não se vacina e acaba só descobrindo a doença quando faz o exame anti-HBsAg, seja porque o médico percebeu os sintomas da doença ou porque está fazendo um check-up rotineiro”, explica Jaime.

Vacinação: a primeira é a vacina apenas para a hepatite A, com duas doses, intercaladas em um período de seis meses a um ano. Com a segunda dose, a pessoa adquire a imunidade definitiva.

A segunda opção é a vacina somente para a hepatite B. São aplicadas três doses, com intervalo de um e seis meses. Para as crianças, esta vacina faz parte do calendário do governo.

A terceira opção é a vacina que contempla a hepatite A e B conjuntamente. São recomendadas três doses, em um mesmo intervalo da vacina contra hepatite B. As vacinas são intramusculares e podem ser aplicadas no braço, nádegas ou coxa.

Ainda não há vacina contra a hepatite C.

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