A era da bicicleta

A falta de infraestrutura no País coloca em risco a segurança de ciclistas

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Por Ana Maria de Jesus

A chamada geração saúde está cada vez mais conquistando adeptos ao estilo de vida saudável. A preocupação com a saúde, o corpo – e também com o bolso – está fazendo com que muitas pessoas utilizem a bicicleta, não só para o lazer, mas também como meio de transporte.

Mariama Oliveira, da academia Gustavo Borges, diz que utilizar a bicicleta como meio de transporte é uma excelente opção de exercício aeróbico, além de ser um convite prazeroso para deixar de lado o sedentarismo, sem contar os benefícios para o meio ambiente. “Aliada a uma alimentação adequada, a prática pode ajudar na perda de peso. Mas vale lembra que, mesmo sendo considerada uma atividade de baixo impacto, é aconselhável buscar a orientação de um profissional”, informa.

Para o personal trainer Edson Ferreira, conhecido como Nescau, da GF Ciclismo, o respeito no trânsito é o maior desafio, pois faltam orientações à população. “Veículos automotivos passam muito perto das bicicletas, além de buzinarem – o que pode assustar o ciclista. Não há um planejamento com rotas alternativas o que daria mais seguranças para aqueles que utilizam a bike em Curitiba”, afirma.

Algumas cidades, como São Paulo e Curitiba, há ciclofaixas e ciclovias – mas ainda são poucas – e funcionam apenas em dias de domingos e feriados. Ou seja, ainda há a cultura de que a bicicleta é utilizada apenas para o lazer e, de certa forma, ignoram o grande número de pessoas que utilizam o veículo para se locomover.

As ciclofaixas existentes na capital paranaense são pouco utilizadas. Nescau espera que a nova gestão municipal dê um espaço maior e melhore, através de sinalização e orientação, a integração do ciclista no trânsito e a implantação de rotas alternativas, que levem com segurança os trabalhadores e os turistas a lugares lindos que temos na cidade.

Rotas

A população dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Austrália podem, através do Google Maps, localizar rotas que podem ser acessadas pelo celular. Por aqui o serviço ainda não está disponível. Um dos principais motivos é que as cidades brasileiras ainda não possuem – ou possuem muito pouco – políticas que ampliem o uso do transporte alternativo. Sem infraestrutura, o que se constata, infelizmente, é o aumento de acidentes que envolvem ciclistas. É preciso que haja, com urgência, a integração entre ciclista, motoristas e pedestres.

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