Saúde do homem

Urologista – A primeira consulta

Por Ana Maria de Jesus

Na maioria das vezes os homens só lembram de ir ao médico quando o desconforto já incomoda bastante. Atitude como esta torna o sexo masculino mais vulnerável a doenças que, diante das consultas de rotinas, poderiam ser evitadas ou ter maior sucesso no tratamento. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), a cada oito consultas ginecológicas apenas uma é urológica. Patologias como cálculo renal, infecção e incontinência urinária, doenças renais e vesicais também são tratados pelo profissional.

O médico Celso Dantas, urologista do Hospital Badim, do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, alerta que a primeira visita ao profissional deve acontecer ainda quando se é bebê, para que sejam descartadas alterações genitais ou urinárias congênitas. “Os pais devem acompanhar o desenvolvimento dos filhos e levá-los ao urologista pediátrico caso percebam fimose, problemas urinários ou testiculares”, alerta o médico que lembra que a prevenção é sempre o melhor tratamento.

Prevenção

O câncer de próstata está entre as causas que mais matam entre os homens e cresceu em torno de 120% entre os anos de 1979 e 2006, segundo os dados do Inca – Instituto Nacional do Câncer. Mesmo diante de números tão assustadores, ainda não há a consciência de prevenção.

Em pleno século XXI, ainda há um grande preconceito em fazer o exame de toque retal – popularmente conhecido como exame do toque. Em 2011, o Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, atendeu 15 mil pacientes para consultas de oncologia e patologias da próstata. Desses, 20% se recusaram a passar pelo exame.

Mesmo diante de tanta resistência, há motivos para comemorar. A cada ano cresce o número de homens que aderem ao exame e pode-se dizer que a grande aliada da saúde masculina são as mulheres. O incentivo feminino aos companheiros, filhos, irmãos e amigos tem feito toda a diferença na busca pelo profissional.

De acordo com o urologista Luiz Guilherme Santos, da Secretaria de Saúde de Niterói e do Hospital Universitário Antonio Pedro, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Européia de Urologia, a rotina de prevenção da próstata deve iniciar aos 45 anos. Os homens que possuem histórico familiar, de parentes em 1º grau, devem antecipar as consultas em cinco anos e começar a partir dos 40 anos.

Dr. Santos alerta que o exame de toque retal tem o objetivo de diagnosticar a presença ou não da patologia que, detectada precocemente, possui um maior índice de cura. “Através do exame conseguimos evitar algumas complicações e até mesmo cirurgias, baseado em um tratamento clínico precoce e de consulta informativa”, esclarece o profissional.

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