Pressão arterial

Por Ana Maria de Jesus

As doenças relacionadas a pressão arterial são silenciosas e afetam um número grande de pessoas em todo o mundo. Identificadas como pressão arterial alta e pressão arterial baixa, a patologia apresenta sintomas diferenciados.

Ranieri Leitão, cardiologista do hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro, explica que a pressão é considerada alta quando está acima de 14 por 9. Valores entre 12 por 8 e 14 por 9 são chamados de pré-hipertensão ou pressão limítrofe. É considerada baixa quando os níveis estão inferiores a 10 por 6. “O diagnóstico da hipertensão é relativamente simples, basta medir a pressão no consultório médico ou realizar a automedição com equipamentos automáticos calibrados”, informa.

Everton Cardozo Dombeck, cardiologista do Hospital Cardiológico Constantini, faz coro com Ranieri e acrescenta que só é possível saber em que níveis a pressão arterial se encontra após a realização da medição com aparelhos de pressão precisamente aferidos. A pressão baixa, embora popularmente se valorize tal situação, clinicamente não apresenta maiores problemas ou sinaliza maiores preocupações na prática clínica, a não ser que o paciente já apresente cardiopatias ou outras doenças associadas. “Na população em geral, principalmente a mais jovem e saudável, onde esta condição é mais frequente, não vislumbra nenhum problema clínico”, esclarece Dombeck.

A hipertensão requer atenção e acompanhamento. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o hipertenso, mesmo com discretas elevações da pressão, se não tratadas, pode ter a expectativa de vida reduzida em até 16,5 anos. A pessoa que apresenta o problema de pressão e não faz qualquer tratamento para controlá-la tem maior chance de sofrer infartos do coração, derrames cerebrais, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, impotência sexual, demência cerebral, entre outras complicações que, nem sempre são fatais, mas podem alterar significativamente a qualidade de vida.

Dombeck explica que vários são os fatores que podem elevar à hipertensão, entre eles: ingestão elevada de sal de cozinha, uso de anti-inflamatórios, frio, estresse emocional –muitas vezes o principal determinante –, tabagismo, mulheres que fazem uso prolongado de contraceptivos, aumento de massa corpórea, elevação nos níveis de colesterol ou glicemia, e ácido úrico.

A patologia, na maioria das vezes, não tem cura, mas pode ser devidamente controlado. O cardiologista Leitão lembra que cerca de 10% das causas de hipertensão podem ser curadas. São as chamadas hipertensões secundárias: problemas renais, hormonais, circulatórios; o uso de determinados remédios e gestação. Quando as causas são solucionadas, a hipertensão desaparece. “A obesidade tem sido vista como uma causa secundária de hipertensão, pois quando se consegue perder peso a pressão é controlada, muitas vezes, de forma definitiva. Mas a grande maioria dos hipertensos, cerca de 90%, precisa usar continuamente os medicamentos”, alerta Leitão.

Sintomas

A maioria dos hipertensos não apresenta qualquer sintoma ou sinal, ou seja, na maioria das vezes, a patologia é assintomática. Sintomas como dor de cabeça, dor na nuca, enjoos, tonturas e falta de ar podem estar associados a hipertensão, mas vale lembrar que não são específicos dessa doença. Muitas vezes, surgem quando a hipertensão já causou danos ao coração, cérebro, rins ou outros órgãos.

A temperatura elevada tende a baixar a pressão arterial, mais notados naqueles que já têm sua pressão baixa; nas temperaturas mais baixas, pode ocorrer a sua elevação.

Prevenções

Pessoas com mais de 40 anos de idade que estão acima do peso, com histórico de pais hipertensos, que têm diabetes ou outros fatores de risco para doenças cardiovasculares devem medir a pressão arterial regularmente.

Aqueles que já são hipertensos ou tem pressão limítrofe devem fazer medições periódicas e seguir as orientações médicas. É importante realizar atividades físicas regularmente, a reduzir o consumo de sal, manter o peso adequado, controlar o estresse e, se necessário, utilizar medicamentos prescritos pelo médico de forma constante.

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